Cães também podem sentir luto

Os animais também passam pelo processo de luto, apresentam manifestações de tristeza e de sofrimento, assim como os seres humanos.

Um exemplo é no filme “Sempre ao seu lado” retrata a história de um cãozinho que acompanhava o seu tutor todos os dias até a estação de trem e o esperava voltar do trabalho. Uma tarde, infelizmente, ele não retornou para casa. E, assim, durante nove anos, o cão não deixou a estação e ficou aguardando a volta de seu companheiro que havia falecido. Essa narrativa, inspirada na história real do cachorro japonês Hachiko, acontece com mais frequência do que pensamos.

Apesar de algumas pessoas duvidarem da capacidade de os bichos sentirem luto, muitos especialistas afirmam que ele é real. É claro que nem todos os bichos de estimação ficam de luto, e a maneira como ele se expressa varia, dependendo do animal. Mas existem alguns sinais comuns do luto. Em muitos casos, os bichos se comportam como os humanos.

Quem já passou pela perda sabe como é doloroso. O processo de luto dos animais é muito parecido com o nosso, independentemente da raça, idade, e, isso se dá não apenas nos cães e gatos, mas há relatos de que cavalos e outras espécies também sentem o sofrimento do luto.

Quando o bichinho cria um vínculo muito próximo do seu tutor, vê-se bem suas emoções, quando ele quer brincar ou não, ou se está feliz ou não. Assim, quando o animal perde o seu companheiro, isso é sentido mais fortemente por conta do grande convívio entre os dois. Da mesma forma que, quando o relacionamento entre os dois não é tão marcante, o sofrimento e a tristeza acabam tendo proporções menores. O tempo também conta. Se o bicho vive dois anos com seu dono, ele sente a perda, mas não tanto quanto um que conviveu 15 anos.

Entre os primeiros sentimentos que notamos estão: depressão, apatia, o animal fica muito quieto, parado, tristeza, perda de apetite e, às vezes, o pet não quer que as pessoas fiquem próximas a ele e não quer contato. A impressão que temos é que o bicho quer passar por esse luto e, de certa forma, até ficar um pouco deprimido.

O tempo do luto varia muito de animal, depende da interação que mantinha com o ex-tutor. É importante dar tempo para que ele se recupere e comece a querer ter contato com os humanos novamente.

Sentar do lado do bicho, conversar, tenta levar um brinquedo e aos poucos fazer com que ele queira participar do convívio novamente são os primeiros passos para reconfortá-lo nesse período.

Para ajudar o pet a superar a dor da perda, é essencial deixá-lo no seu próprio ambiente, dentro de casa, principalmente no caso dos cães, que são mais dependes dos seus tutores.

É importante manter o animal quieto, observar se ele está se alimentando e bebendo água. Caso ele pare de fazer essas atividades, é interessante levá-lo a um veterinário para averiguar outros procedimentos que para o bichinho retorne a se alimentar.

Atenção: Mudar o animal que está em luto para outro lar, em um primeiro momento, mudá-lo de ambiente não é recomendado, porque isso faz com que aumente o estresse do bichinho, e pode até favorecer o aparecimento de doenças.

Em um segundo momento, quando ele estiver um pouco menos deprimido e começar a interagir um pouco mais, essa mudança pode até ser uma boa ideia. Sempre pensando que esse processo será bem delicado e tem que ser gradativo. Mas para quem não tem outra opção e precisa tirar o bicho do local com rapidez, é necessário observar a progressão e respeitar o momento de recuperação emocional desse animal.

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