Dia Mundial do Gato: tutores revelam relação de companheirismo com gatos pretos

Quando encontramos um gato preto, é comum ouvir de alguém a seguinte frase: “Gato preto dá azar”. Uma superstição antiga, que está em presente em várias partes do mundo, inclusive…

Quando encontramos um gato preto, é comum ouvir de alguém a seguinte frase: “Gato preto dá azar”. Uma superstição antiga, que está em presente em várias partes do mundo, inclusive no Brasil. Mas, em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, o G1 encontrou duas pessoas que garantem exatamente o contrário: gato preto não traz azar, mas sim, muita sorte. E muito amor.


Marcos e o gatinho “Batman”. — Foto: Marcos Santana/Arquivo pessoal

“Batman” é o nome do gatinho preto de olhos verdes e marcantes, que foi adotado pelo estudante Marcos Santana, após ser abandonado pelo antigo tutor. “Brincalhão e enérgico” são os adjetivos que Marcos utiliza para falar sobre o animal, que está com ele há cinco anos. “Outras pessoas não queriam criar um gato preto, preferiam outros mais bonitos ou de raça”, disse.

Segundo Marcos, “Batman” já foi vítima de envenenamento, mas, graças aos cuidados do estudante, conseguiu se recuperar. Casos como esse, de envenenamento de animais, principalmente de gatos, são recorrentes na cidade de Petrolina. Neste caso, o crime pode estar associado tanto a superstições e preconceitos, como também à falta de consciência que ainda existe na sociedade, de uma forma geral, em relação aos animais, que muitas vezes não são vistos como seres que também necessitam de cuidado e proteção.

“A população é muito apegada a superstições e achismos sem fundamentos. Temos que reavaliar muitas coisas que fazemos ou julgamos. Um gato preto não traz azar nenhum, pelo contrário, é um grande amigo peludo e um companheiro de quatro patas. Devemos ter mais amor e respeito em nossos corações, principalmente com os animais, que são seres tão inocentes e leais”, enfatizou Marcos.

A avó de Marcos rapidamente simpatizou com o gatinho “Batman”. — Foto: Marcos Santana/Arquivo pessoal

Nas ruas pode ser diferente. Mas, em casa, “Batman” rapidamente se tornou membro da família e hoje é tratado com muito amor.

Na novela das 9 da TV Globo, “O Sétimo Guardião”, um dos protagonistas da história é um gato preto chamado “Léon” . O personagem, que se transforma em humano, é a chave para a resposta de vários mistérios que envolvem a trama. A intenção de um dos autores da novela foi de combater o preconceito contra gatos pretos.

Um gato preto, ou melhor, uma gata preta, também é uma das “personagens principais” da vida do auxiliar administrativo Fred Aráujo, que também mora em Petrolina. A gatinha recém-adotada ganhou o nome de “Linda”, e foi escolhida justamente por ter a cor preta. “No dia que escolhemos, ela era a única preta que tinha e talvez por esse motivo ela poderia não ser adotada. Nós não temos essa superstição [de que gato preto dá azar] e decidimos ficar com ela”, explicou.

Fred lembra que a gatinha levou um tempo para se acostumar com o novo lar, e, principalmente, com o novo companheiro, o Labrador Zeus. “No começo, ela ainda tava com muito medo por causa do ambiente novo, novas pessoas e um cachorro que ela nunca viu. Ela ficou muito assustada, mas o meu cachorro é muito dócil. Hoje ela já brinca com ele, não tem medo de estar por perto”, afirmou.

Zeus e Linda são grandes amigos. — Foto: Fred Araújo/Arquivo pessoal

Fonte: G1

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