Mercado pet Brasil R$ 20 bi e mais de 30 milhões de animais abandonados nas ruas do país

Consumidores não medem investimentos na melhoria da qualidade de vida e no tratamento de seus animais de estimação.

O setor faturou R$ 20 bilhões em 2018 e deve continuar crescendo em 2019. O mercado brasileiro de produtos para animais de estimação continua mostrando seu fôlego, mesmo frente à crise financeira do país nos últimos anos.

Em 2018, o setor movimentou mais de R$ 20 bilhões, 9,8% a mais que em 2017. Com isso, o Brasil pode se tornar o segundo maior mercado global de produtos pet, com 6,4% de participação, ultrapassando o Reino Unido (6,1%) pela primeira vez. Em primeiro lugar estão os Estados Unidos, com 50%.

O amor que os brasileiros têm pelos animais de companhia é notório em números. De acordo com a Associação Brasileira de Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet).

A expansão do mercado mesmo em tempos de crise tem uma explicação bastante simples. O envolvimento emocional dos proprietários faz com que os gastos com pets não sejam a primeira.

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De acordo com o IBGE, existem 132,4 milhões de animais, 52,2 milhões são de cachorros e 22,1 milhões são de gatos no país. Por trás deles, donos ávidos por novidades para agradar seus bichinhos.

O resultado é um mercado aquecido, que deve atingir um faturamento de R$ 20 bilhões em 2020. Com o segmento em franca expansão, há espaço para todos os gostos e bolsos.

Além de opções mais tradicionais, como os pet shops e a venda de produtos alimentícios, o mercado se abre também para serviços voltados para um público mais exigente, que não mede esforços para agradar o seu animal de estimação.

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Atualmente nos shoppings e grandes redes de lojas especializadas  os animais de estimação encontram muito espaço para circular —  conceitos como baias ou contentores foram totalmente deixados de lado em nome do conforto dos pets.

Os gastos com alimentação sejam responsáveis por 70% do mercado segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), especialistas do setor apontam uma tendência de crescimento cada vez maior de nichos que priorizem o bem-estar e qualidade de vida do animal.

NÚMERO DE CÃES E GATOS NAS RUAS NO BRASIL JÁ PASSA DE 30 MILHÕES

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Porém a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta a existência de mais de 30 milhões de animais abandonados no Brasil, entre cães e gatos.

Não é mistério para ninguém a enorme quantidade de animais abandonados nas ruas. Basta sair de casa e andar por pouco tempo que, inevitavelmente, você irá se deparar com um cão ou gato que vive abandonado nas ruas.

 Sim, abandonado. Seja por uma família, que adquiriu o animal mas desistiu de cuidar dele, ou pelo poder público. ONGs e protetores independentes estão constantemente se referindo a esses animais nas ruas, muitas vezes em situação de risco ou emergência. E como é alarmante a quantidade de animais! Mas afinal, de que número estamos falando exatamente?

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, há cerca de 30 milhões de animais abandonados no Brasil. Destes, 20 milhões são cachorros, enquanto 10 milhões são gatos. Para você ter ideia, em 2010, o continente inteiro da Oceania tinha cerca de 36 milhões de pessoas. E isso são números referentes a 2014, é muito provável que a situação esteja até pior.

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Além das condições precárias que vivem estes animais, outros pontos ressaltam a importância de solucionar este problema.

É duro, para quem trabalha ou é engajado de alguma forma com a proteção animal, saber que a quantidade de animais esquecidos nas ruas é tão grande. Além da vida dura a qual os animais são submetidos, esse valor representa também um problema de saúde pública.

E tudo isso nos traz a dois pontos fundamentais: o abandono precisa acabar, a adoção deve ser promovida e a castração deve ser incentivada.

Conhecer o problema é o primeiro passo para que possamos fazer algo contra ele. Tomar providências. São 30 milhões de animais nas ruas? Então é esse o valor que teremos sempre em mente, e trabalharemos até que ele seja o mais próximo de zero possível. Temos um longo caminho pela frente.

A consolidação e atualização dos dados que norteiam os programas de controle, a identificação (classificação) e localização dos animais ditos abandonados (uma vez que são confundidos com os “semidomiciliados”, a atitude de negligência e irresponsabilidade de indivíduos que não mantém a guarda adequada e segura de seus animais e a ausência de uma efetiva política pública integrativa, consorciada e participativa sobre Proteção e Saúde Animal, estão entre as questões centrais para se pensar na melhoria.

Os focos de combate ao problema, atualmente, concentram-se quase que unicamente nas castrações e vacinações. Há muito por fazer. Essas ações isoladas não são eficazes a médio e longo prazos. Sem um programa completo e continuo sistematizado não haverá avanços significativos.

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