Suicídio entre veterinários (síndrome de burnout) e OMS define como ‘estresse crônico’

A síndrome de burnout é um distúrbio psíquico caracterizado pelo estado de tensão emocional e estresse provocados por condições de trabalho desgastantese a inclui na lista oficial de doenças.

A síndrome é um distúrbio psíquico descrito em 1974 por Freudenberger, um médico americano. O transtorno está registrado no grupo 24 do CID-11 (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde) como um dos fatores que influenciam a saúde ou o contato com serviços de saúde, entre os problemas relacionados ao emprego e desemprego.

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O cenário progressivo entre os médicos veterinários, no entanto, é bem distante dessa visão romântica, com índices crescentes de esgotamento emocional, estresse e números alarmantes de tentativas de suicídio – algumas chegando às vias de fato – condições associadas à Síndrome do Burnout.

A síndrome pode ser percebida inicialmente com sinais de exaustão física, mental e/ou emocional. De repente, aquele trabalho que você ama e com o qual sonhou já não aparenta ser tão entusiasmante. Sua energia para ele já não é tão grande, você fica irritadiço, sente-se cansado, tem esquecimentos e dificuldade de concentração.

Para isto surgiu o termo e conceito “Fadiga por Compaixão” que abarca várias características do Burnout (que é mais abrangente e popular), mas que além de tratar da exaustão daqueles que trabalham com o outro, a Fadiga por Compaixão trata daqueles que trabalham com o outro em sofrimento. Assim, enquanto o Burnout é resultante da insatisfação com o ambiente de trabalho, a Fadiga por Compaixão refere-se à exaustão emocional decorrente do trabalho com indivíduos em sofrimento.

O médico veterinário também pode sofrer constantes abalos emocionais ao seu sistema de crenças pessoais, partindo dos tutores que julgam a competência e valores cobrados para atendimentos ou procedimentos cirúrgicos. Além disto, muitas vezes a má remuneração e os esforços não reconhecidos.

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Organização Mundial da Saúde (OMS)

Porém a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que o ‘burnout’ é um “fenômeno ligado ao trabalho” e não uma doença, declarou nesta terça-feira um porta-voz, ao apresentar novas explicações sobre o que foi anunciado na véspera pela agência especializada da ONU.

Na segunda-feira, a OMS indicou que o ‘burnout’, um conceito comumente traduzido como “esgotamento profissional”, havia sido incluído na nova Classificação Internacional de Doenças. A lista é baseada nas conclusões de especialistas de todo o mundo e é utilizada para estabelecer tendências e estatísticas de saúde.

Mas nesta terça-feira um porta-voz se pronunciou para fazer uma correção e explicou que o ‘burnout’ já estava na classificação precedente, no capítulo “Fatores que influenciam a saúde”.

“A inclusão neste capítulo significa precisamente que o ‘burnout’ não é conceitualizado como uma condição médica, mas como um fenômeno ligado ao trabalho”, escreveu o porta-voz em nota enviada à imprensa.

Ele precisou que apenas a definição do ‘burnout’ “foi modificada à luz de pesquisas atuais”.

O problema foi descrito como “uma síndrome resultante de um estresse crônico no trabalho que não foi administrado com êxito” e que se caracteriza por três elementos: “sensação de esgotamento, cinismo ou sentimentos negativos relacionados a seu trabalho e eficácia profissional reduzida”.

O registro da OMS explica que o esgotamento “se refere especificamente a fenômenos relativos ao contexto profissional e não deve ser utilizado para descrever experiências em outros âmbitos da vida”.

A nova classificação, chamada CIP-11, publicada ano passado, foi aprovada durante a 72ª Assembleia Mundial da OMS e entrará em vigor no dia 1º de janeiro de 2022.

A Classificação de Doenças da OMS estabelece uma linguagem comum que facilita o intercâmbio de informações entre os profissionais da área da saúde ao redor do planeta.

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NOS CASOS DOS VETERINÁRIOS COMO PREVENIR

As necessidades do ser humano podem ser divididas em quatro níveis, além das básicas: sustentabilidade, segurança, autoexpressão e significância. Para cada uma delas, há uma forma de reciclar a energia, respectivamente: físico, emocional, mental e espiritual.

É fundamental cuidar do seu estilo de vida, considerando suas necessidades de alimentação balanceada, descanso, férias, sono de qualidade e meditação para suprir o nível físico; otimismo, engajamento, sentir-se desafiado e em paz, para o emocional; incentivar a imaginação, criatividade, sistematização e método para manter o foco e suprir o nível mental; e, por último, trabalhar alinhado aos seus valores, com olhar caridoso ao seu próximo, junto à oração para buscar a presença de Deus para suprir o espiritual. Aliás, você sabe quais são os seus valores?

Aos primeiros sinais, procure ajuda profissional, treinamentos, coaching e auxílio espiritual. Não queira bancar o herói. Afinal, ninguém melhora sozinho e, desta forma, você possibilita que outra pessoa pratique em você o desprendimento e a doação, fundamentais para a felicidade do ser humano!

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